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Subproduto/coproduto do milho na alimentação animal

Administrador - 10/11/20
 O milho, assim como a soja, é muito utilizado na nutrição animal e esse grão também possui um subproduto/coproduto a ser conhecido. 

 Atualmente, o Brasil se encontra em terceiro lugar no ranking de países produtores de milho e o estado do Mato Grosso é o maior produtor nacional. Por se tratar de um grão muito versátil, o milho gera uma “competição” entre alimentação animal e a nossa alimentação. Ele é frequentemente associado a soja, devido ao concentrado proteico oferecido na produção animal e muito utilizado como matéria-prima na indústria alimentícia para produção de cereais, óleos, farinhas, enlatados, além de poder ser utilizado na produção de biocombustíveis, como o etanol. A partir da produção do etanol é gerado um resíduo conhecido como DDG. 

 #4 DDG do Milho 


 Existem diversas vantagens ao se utilizar biocombustíveis, principalmente relacionadas ao meio ambiente. É muito importante que, em um processo de produção, consiga-se aproveitar ao máximo os rejeitos, e no caso do etanol, o subproduto/coproduto conhecido como DDG é utilizado na nutrição animal. 

 A sigla “DDG” veio do inglês, que significa: grão seco de destilaria. No processo de produção do etanol, o milho passa por alguns estágios para a extração do amido. Ele é submetido a moagem, fermentação e destilação, que é onde se consegue o etanol. Em seguida ele passa pelo processo de centrifugação, que é onde se tem acesso ao WDG que são os grãos úmidos de destilaria. A partir de um processo de secagem, se tem acesso ao DDG, que são os grãos secos de destilaria. Posterior a esses processos, podese adicionar solúveis (xaropes) aos resíduos, dando origem ao DDGS, que são os grãos secos de destilaria com solúveis. 

 Existem diversas vantagens de se utilizar o DDG na produção de gado de corte e leite: o DDG é um resíduo com elevada porcentagem de proteína, podendo substituir o farelo de soja, por exemplo; como o amido foi retirado no processo de produção do etanol, ele diminui o risco de acidose ruminal; possui também uma grande quantidade de fibras, o que facilita o processo de digestibilidade. Outro grande ponto positivo é que os estudos já apontam a possibilidade do fornecimento do DDG na alimentação de suínos. 

 É sempre importante lembrar que a alimentação precisar ser fornecida na quantidade adequada para os animais, para evitar o excesso de fósforo, cálcio e proteína na alimentação. 

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Por  Vinicius Ferarezi 06/11/2020 



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